sexta-feira, 19 de outubro de 2012

VAMOS COM A JOELINA PARA CAUX, ALPES SUÍÇO?

A Jornalista Joelina saindo do Brasil em mais uma 
viagem Internacional rumo à Europa


O roteiro tem início no Rio de Janeiro, Brasil, seguindo para o Palácio de Caux, Suíça, Centro Mundial de Conferências de Iniciativas de Mudança.
Todas as pessoas que conhecem ou ouviram falar de Iniciativas de Mudança deve viajar à Caux, Suíça, pelo menos uma vez na vida. 

IdeM é um movimento mundial de pessoas de diversas culturas e origens, comprometidas com a transformação da sociedade, tendo como base mudanças na motivação e no comportamento humano.
A missão de IdeM é tratar dos problemas do mundo ligando mudança pessoal e global.
O Palácio é uma base de aprendizagem mútua e de intercâmbio de experiências. O espírito de Caux representa o encontro inesperado de pessoas do mundo inteiro, com suas culturas muito especiais. O trabalho comum nas tarefas práticas do dia-a-dia, servir mutuamente, a troca de experiências e o se abrir para outros desafios para mudança, gerou grandes soluções para o mundo.
A Repórter partiu do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão – Antônio Carlos Jobim, o maior aeroporto da cidade do Rio de Janeiro. Localizado na Ilha do Governador, a principal porta de entrada para o Brasil, visto que o Rio de Janeiro é o destino mais visitado por turistas em todo o Hemisfério Sul. 
Destino, Aeroporto de Frankfurt, conhecido na Alemanha como  Rheim-Main-Flughfen ou como Flughafen. É o maior da Alemanha. Do Rio de Janeiro até aqui percorri os primeiros 10.047 km a caminho de Caux.
Frankfurt – Tem certa frieza e uma beleza especial Foi a primeira cidade que cheguei na Europa nesta viagem à Caux. Fica às margens do Rio Main e os primeiros povos a habitar o local foram os celtas e germânicos. 
A população é de 650 mil habitantes e o clima variam em média de 1 a 19 graus. Situada no coração da Europa, Frankfurt é a sexta maior cidade alemã e o maior centro financeiro na Europa depois de Londres, e tem sido um importante cruzamento de rotas comerciais e de mercados e feiras por mais de 12 séculos.


De Frankfurt à Genebra sobrevoei um lindo lago navegável, com seus 
barcos luxuosos e pássaros admiráveis. Das alturas vi também uma das arquiteturas mais importantes, a sede da ONU, até as lojas que 
vendem os melhores e mais caros relógios do mundo. Dependendo de 
onde estiver sentado no avião, além do lago se terá a vista do Mont Blanc, 
o maior pico dos Alpes Suíços.

Em Genebra também tem muita gente que fala português, tanto luso quanto brasileiro. Quem morra lá chama a cidade de Geneve ou Geneva. Aliás, o que não falta em Genebra é estrangeiros. Por abrigar a sede das Nações Unidas, nada menos de 38% de sua população é estrangeira. Mas, apesar disso, a cidade mantém seu jeito meio suíço, meio francês. 
Genebra também é ponto de partida ou chegada de lindos passeios de trem. Um dos roteiros margeia o lago Léman até Lausane. Se você viajar de carro também dá. Além de passar pelo túnel de Mont Blanc, estará pertinho de charmosos lugarejos da França ou da própria Suíça. Como pode ver, Genebra é uma espécie de centro do mundo. É ir e se divertir. 
De Trem. A principal estação de Genebra fica situada no centro da cidade e tem o nome de Gare Cornavin. Desta gare chegam e partem trens para diversas outras cidades suíças e europeias, como Zurique, Paris, Milão e Viena entre outros. Além do trajeto normal está disponível o TGV, trem de alta velocidade. Em frente a estação existem diversas paragens de autocarros onde é possível seguir em qualquer um deles para diversos pontos da cidade.

Serviços. Os trens nacionais partem a cada 30 ou 60 minutos e são muito confortáveis independente das classes A ou B. Os trens InterCity com ar condicionado, vagão-restraurantes,  minibar e sala de brinquedos para crianças, transportam os passageiros para todas as cidades suíças, onde vários trens regionais os levam para pequenos e adoráveis vilarejos em pleno conforto.

Não existe voo direto do Brasil para Genebra. A Swiss, por exemplo, voa até Zurique com o ótimo Airbus A340, de quatro motores. Entretanto, como uma conexão será mesmo obrigatória, você pode escolher qualquer companhia aérea, que opere em qualquer capital europeia, pois todas têm vários voos para lá.
De Frankfurt à Genebra peguei outro avião monomotor.
Genebra também é ponto de partida ou chegada de lindos passeios de trem. Um dos roteiros margeia o lago Léman até Lausanne. Se o seu negócio é viajar de carro, também dá. Além de passar pelo túnel do Mont Blanc, você estará partindo de charmosos lugares da França ou da própria Suíça. Como se vê, Genebra é uma espécie de centro do mundo.
Ao sairmos da Alfândega, da Imigração do Aeroporto de Frankfurt, tem um salão. Devemos ir por ele até o final, onde há uma grande porta giratória, que nos levará a outro vôo com destino à Genebra. O percurso em seguida é feito de trem. Tem partida para Genebra às 18h27m. Chega a Montreux às 19h19min (os horários são precisos). Até chegar a Caux passei por cidades belíssimas que valeu a pena o registro:
Nyon - Região do Lago Genebra - A cidadezinha de Nyon fica situada às margens do Lago Genebra, entre Genebra e Lausanne, em meio aos vinhedos de La Côte. Muitas escavações e pontos de interesse, datados dos tempos dos romanos e dos celtas helvécios, bem como da Idade Média, são testemunhas de sua história memorável. Atualmente, a cidade é o ponto de início de vários passeios em torno do Lago Genebra. O lugar é lindo!
Gland é uma comuna do Distrito de Nyon no Cantão de Vaud, Suíça. Embora o francês  seja seu idioma oficial, há em torno de 80 nacionalidades residindo nessa cidadezinha, que conta com uma população de 10.775 (2005). Em virtude de estar bem localizada entre os centros urbanos de Genebra e Lausanne, muitas companhias internacionais têm as matrizes em Gland, como a Sun Microsystems, IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, a Convenção Ramsar e o WWE. A corretora e banco Swissquote, tem sua matriz nesta cidade.
Morges – Lindo local! É uma comuna suíça do cantão de Vaud, do Distrito de Morges e cuja capital é a própria cidade de Morges. Faz parte da área metropolitana de Lausana. Fica na margem direita do “Lago Lemano”, região de “La Côte”, tem em frente, no outro lado do lago da cidade de França de Évian-les-Bains, e a cadeia de montaha dos Destes do Midi. A superfície de Morges é de 385 e uma população de 14.744, o que faz uma densidade de 3.829 hab/km2. Lugar inesquecível. 
Lausanne tem uma população de 116.000 habitantes e é a segunda maior cidade francófona da Suiça. Lausanne é uma cidade de colinas à beira do Lago de Genebra. No centro, a Praça St. François domina a colina conhecida como o Bourg, onde abunda o comércio. Mais para norte fica o centro histórico onde a Catedral de Notre-Dame se destaca, um dos mais belos monumentos góticos da Suiça, de 1275. A vista dos Alpes Savoy são também uma constante na cidade.
Vevey - Passei por vinhedos, pomares e bosques. O funicular é o meio mais confortável de chegar a Mont-Pèlerin para um passeio. Vevey fica situada na rota de trem que vai de Genebra/Lausanne ao Valais. A estação do vale do funicular de Pèlerin pode ser alcançado em 15 minutos de caminhada da estação ferroviária de Vevey. A cidade é conhecida por ser a sede Mundial da multinacional Nestlé que mantém lá o Museu do Alimento.
Montreux é a cidade onde ocorre o conhecido Montreux Jazz Festival, bem como é local de residência de inúmeros artistas do mundo pop ou erudito. Freddie Mercury viveu ali. O Queen gravou muitos de seus discos no Montain Studios, localizado na cidade. Também é bem conhecida a historia da música do Deep Purple que foi uma das musicas mais clássicas do rock nos anos 70 e é tocada até hoje por muitos grupos do gênero: “Smoke on the Water” foi composta em Montreux. Já estou chegando em Caux.
Caux é uma cidadezinha que fica a 8 km sobre a cidade de Montreaux, no cantão de Vaud, nos Alpes Suíços.
O acesso até Caux pode ser feito por carro (15 min de Montreux) ou por um trenzinho de cremalheira. É uma linha que liga Montreux ao Rochers de la Naye, passando por Caux. Uma linha de uma única via de 7,6 km.
Saindo da estação devemos passar por um subterrâneo e pegarmos um Trenzinho que vai para Caux. De Montreux a Caux esse trem sai às 19h46min e chega a Caux às 20h11min.
Outro trem sai de Genebra às 18h47min e chega às 20h05min em Montreaux. Peguei o trenzinho que saiu às 20h46min e chegou às 21h11min em Caux.
O último trem sai às 19h27min de Genebra, chega às 20h39 min em Montreux. Depois deste trem só no dia seguinte.
Se houver algum imprevisto avisar, por telefone e procurar algum amigo que tenhamos feito contato antes de sair de nosso país de origem, para que mandem um carro ir nos buscar.
Os amigos Keith Newman / Joy Newman - Canadá, 
me recepcionando na chegada a gare, em Caux
Joelina Chegando em Caux

Caux. É uma pequena vila situada a 1000 metros acima da cidade de Montreux, na Suíça. Tem aproximadamente 100 habitantes e é um cantinho lindo demais. Fica bem no alto da montanha e lá de cima, temos uma bela vista de Montreux e do Lago Léman entre a Suíça e a França, É um lugar para quem gosta de paz e de curtir a natureza. O acesso até Caux pode ser feito por carro (15 min de Montreux) ou por um trenzinho de cremalheira. É uma linha que liga Montreux ao Rochers de la Naye passando por Caux. Uma linha de via única de 7,6 km. A aventura está só começando. Aguardem os próximos percursos. Até breve.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Luiz Pereira de Araújo parte deixando saudades a toda família e incontáveis amigos

Luiz Pereira de Araújo
*14/11/1926
+19/08/2012


LUIZ PEREIRA DE ARAÚJO nos deixou aos 85 anos de idade. É com extremo pesar e enlutados que comunicamos o seu falecimento (19/08/2012) e prestamos homenagem a ele que foi marido, pai de cinco filhos, irmão, sogro, avô, bisavô e tataravô que deixa um incontável número de amigos no Brasil e em várias partes do mundo. Após complicação oriunda de cirurgia cardíaca, se foi numa manhã ensolarada de domingo, numa clínica da zona norte do Rio de Janeiro.
Morro São João - Engenho Novo
Como numa Olimpíada Luiz Pereira concluiu sua corrida. E toda corrida tem início, meio e fim. É importante que cada momento desta corrida ela seja traçada com uma boa estratégia. Não basta ter começado bem é preciso que em todo o percurso o atleta caminhe na competição. 
É importante chegar bem também na linha de chegada. E ele foi bem até o final. Escreveu uma história de belas ações que ficará no coração de cada um de nós, apesar da imensa saudade que sentiremos dele.
Conforme relatos que os amigos fizeram sobre o Sr. Luiz Pereira ele começou bem, mantendo o seu caráter e ao chegar ao final de sua corrida, dedicou a sua vida a Jesus Cristo, reconhecendo-O como seu senhor e seu salvador. 
Com ele aprendemos que devemos manter um boa corrida aqui, com princípios morais elevados e prezar o nosso caráter, deixando boas marcas para as futuras gerações, que ao lembrar-se dele mantenham o mesmo ritmo de uma vida moral e bons valores e terminar a carreira com sucesso. 
A beleza da vida não está somente no que se vê, mas está também naquilo que a gente não vê. Esperamos que no momento em que os corações de seus familiares não estejam tão mais doloridos, ao lerem estas mensagens deixadas para o amigo Luiz Pereira do Brasil e do Mundo, possam ver o quanto ele era querido por todos nós. 
Falar deste grande amigo nunca foi difícil pois era querido por todos e fazia novas amizades por onde passava. Luiz Pereira era voluntário e integrava a diretoria de Iniciativas de Mudança Brasil. Na instituição ocupou a diretoria para toda a América do Sul de 1988 a 2000. Atualmente fazia parte do Conselho Consultivo desta instituição. 
Casado com a Sra. Edyr Trigueiro de Araújo, Luiz Pereira (como era conhecido) nasceu em: 14/11/1926 , em Mecejana, Fortaleza, Ceará e chegou no Rio de Janeiro em 1952. Foi morar primeiramente em Niterói e depois veio para o Rio de Janeiro em 1970 e fixou morada no Morro São João, no Engenho Novo. 
No momento em que Luiz Pereira deixou sua terra natal, e veio para o Rio de Janeiro, fez uma promessa de que sua vida seria colocada a disposição daqueles que não tinham condições de ter uma qualidade de vida decente e uma moradia digna. No Rio de Janeiro conheceu várias comunidades de baixa renda onde viver era muito difícil. 
A situação precária do Morro São João como falta de saneamento, água, luz, e condições primárias para um ser humano viver fizeram com que se voltasse as questões sociais e lutasse por melhorias da qualidade de vida daquele povo. Sua primeira atitude foi a de concorrer a presidência da Associação de Moradores daquela comunidade e conseguiu ser eleito. 
Como presidente de associação, Luiz Pereira e dono de uma oratória invejável ele percorria gabinetes e surpreendia governantes e autoridades com seus pedidos em prol do Morro São João. Na Década de 60 conheceu o ex-Governador Carlos Lacerda e a Jornalista Sandra Cavalcanti que foram fundamentais para sua luta comunitária e foi vitorioso. 
Através destas duas autoridades Luiz Pereira conseguiu tirar várias famílias do Morro São João e colocá-las no Conjunto Habitacional da Rua Antenor Nascente, também  no Engenho Novo, que estava destinado a moradia de Marinheiros. Junto com a remoção vieram as melhorias sonhadas como saneamento básito, luz, água, escolas e creches. 
Mas a luta deste presidente não parou, pois muitas famílias permaneceram no morro e faltava tudo para viver com dignidade. O governo até pensou em remover o Morro São João para a Cidade de Deus. Em nenhum momento Luiz Pereira deixou de exercer sua autoridade de liderança e promover cidadania em sua comunidade. 
Seu exemplo foi seguido por vários outros comunitários e ele levou sua experiência para o mundo conhecer. Com esta experiência conheceu IdeM, na ocasião, Rearmamento Moral, um movimento mundial, que aproveitou sua experiência de liderança política para leva-lo a várias partes do mundo ensinando oque sabia. 
Luiz Pereira falou na plenária de Caux, Suíça, para autoridades de vários países do mundo. Em seguida levou sua experiência à Índia e, durante nove meses em que viajou pelo mundo. Lembraremos deste grande amigo com o Salmo 23, [Salmo de Davi]. 
“O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.
Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome. 
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. 
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias. AMÉM!” 
Luiz Pereira começou como pastor de ovelhas e termina sua vida como rei abençoando e sendo abençoado por muitas e muitas pessoas presentes em sua despedida. Através de seu trabalho pôde abençoar muitas e muitas famílias no Brasil e em várias partes do mundo. 
O Pastor é aquele que sustenta, que protege e que dá a vida a ovelha para que possa viver com tranquilidade. Luiz, em companhia de outros comunitários, estando em companhia de outros comunitários, levava a mensagem de transformação, de mudança material, espiritual e de caráter ao mundo. 
Luiz Pereira, amigos são como músicas. Eles entram na vida da gente e deixam sinais, como a sonoridade do vento ao final da tarde. Como os acordes de guitarras e metais presentes em cada clarão da manhã. Amigo é a pessoa que está ao seu lado e você vai descobrir, olhando no disco do olhar. 
Amigos foram compostos para serem ouvidos, sentidos, compreendidos, interpretados. Para tocarem nossas vidas com a mesma força do instante em que foram criadas, para tocarem suas
próprias vidas com toda essa magia de serem músicas. 
E de poderem alçar todos os vôos, de poderem cumprir
todas as notas, de poderem cumprir, afinal, o
sentido que a eles foi dado pelo compositor.
Amigos são pessoas como VOCÊ. Amigo têm que fazer sucesso...
Mesmo que não estejam nas paradas;
Mesmo que não toquem no rádio... 

Querido amigo Luiz Pereira, até aqui viajamos juntos. Passaram vilas e cidades, cachoeiras e rios, bosques e florestas... Não faltaram os grandes obstáculos. Freqüentes foram as cercas, ajudando a transpor abismos... As subidas e descidas foram realidade sempre presente. 
Juntos, percorremos retas, nos apoiamos nas curvas, descobrimos cidades... Chegou o momento de cada um seguir viagem sozinho... Que as experiências compartilhadas no percurso até aqui sejam a alavanca para alcançarmos a alegria de chegar ao destino projetado. 
A nossa saudade e a nossa esperança de um reencontro aos que, por vários motivos, nos deixaram, seguindo outros caminhos. O nosso agradecimento àqueles que, mesmo de fora, mas sempre presentes,  quiseram bem a Luiz Pereira e os apoiaram nos bons e nos maus momentos. Uma despedida é necessária antes de podermos nos encontrar outra vez. Que nossas despedidas sejam um eterno reencontro. 
Que você tenha a paz que cultivou ao viver em harmonia com todos. Partistes tão de repente mas Deus certamente aguardava a tua chegada num clima de luz e de paz. Deixamos com a família nossos sentimentos de solidariedade e de pêsames. SAUDADES!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Liderança reciclando conceitos básicos

“A base da liderança não é o poder nem a posição, mas valorizar 
o ser humano e ajuda-lo a crescer,” Jornalista Joelina.

Mais uma turma de lideranças comunitárias da Zona Oeste concluiu curso de capacitação no último fim de semana. Os cinco módulos do curso, cada um com uma semana de aulas intensivas, foram concluídos nesta terça (31) pelos representantes de várias áreas de Realengo e de Bangu. Pioneiro no Brasil o programa de formação de líderes comunitários é promovido pela Organização de Articulação Social (OAS) e conveniada com órgãos dos governos federal, estadual e municipal.

Quando perguntada sobre a necessidade de se habilitar novos líderes para as comunidades, Joelina responde de forma bem-humorada. “O mundo precisa capacitar líderes o tempo todo, não só os jovens, mas até os mais idosos”. Para a coordenadora, o crescimento na capacitação dos líderes deve ser constante e universal. “Vários seguimentos precisam aumentar o número de líderes capacitados, fortalecendo aqueles que já estão na ativa”, comenta.

O curso, coordenado pela Jornalista Joelina Cândida Alves, surgiu por iniciativa da organização, que depois de pesquisa realizada em 2011em várias áreas do Rio de Janeiro, previu a necessidade urgente de formação de líderes em função do rápido crescimento demográfico em várias áreas de atuação, local. A OAS via uma carência de formação multiplicadora de liderança, já que para a instituição o líder bem formado gera novo lideres.

A capacitação visa levar a cada liderança, conhecimentos para que fomentem projetos de desenvolvimento sustentáveis para os moradores de suas localidades. A capacitação é itinerante e chegará a 100 lideranças, representantes de organizações sociais inseridos nos seguimentos de jovens, trabalhadores rurais, profissionais liberais e mulheres dentre outros.

Para a Jornalista Joelina, ensinar a líderes de várias culturas foi uma experiência interessante. “Tínhamos que adaptar nossos planos ao jeito brasileiro de pensar”, comenta. Ao falar sobre o conteúdo do programa, ela desmente que a liderança seja algo que nasce com o indivíduo. “Isso é um mito!”, exclama. “Há coisas na sua personalidade que podem te ajudar, mas você ainda pode desenvolver muito”.

Joelina concorda com a posição de alguns líderes em sala de aula: “Esse programa existe porque acreditamos que liderança é uma atitude, que pode ser desenvolvida”. “Todo mundo tem seu potencial”, disse Josué Simões (18 anos), líder da comunidade do Fumacê. Ele explica que qualquer um pode desenvolver a atitude e as competências de uma liderança, desde que tenha interesse em ajudar e servir outras pessoas. “A base da liderança não é o poder nem a posição, mas valorizar o ser humano e ajuda-lo a crescer”, garante.

Mudança de atitude – A busca por aperfeiçoamento levou profissionais das mais diversas áreas a procurar o curso, como o diretor administrativo de um laboratório farmacêutico, da Taquara, Jacarepaguá. Manoel Justino da Silva, que revela já sentir diferença em suas atitudes no local de trabalho. “A comp0lexidade de atender ao público é muito grande, Nós dependemos muito das pessoas. Esse curso me tem feito dividir as responsabilidades, ter uma liderança servidora”, considera.

Foco na Prática – Ronaldo Valadares, dono de uma empresa de materiais para construção em Jacarepaguá, Rio de Janeiro, acredita que seu principal crescimento foi no modo de lidar com as pessoas. “O curso me ajudou a compreender mais meu comércio, porque minha pesquisa foi referente à satisfação do cliente”, conta.

Como os projetos foram direcionados para a área de atuação de cada aluno, a jornalista manteve seu foco a área de cada um. O projeto de pesquisa das aulas tratou dos fatores que contribuem ou atrapalham a execução dos projetos. Segundo ela, os resultados desse estudo vão nortear suas decisões para os próximos anos.

Joelina insiste que uma geração de líderes é transitória. “Cumprida uma missão, precisa surgir outro líder”, explica. Prova disso é que essa turma que acabou de concluir o curso já deu lugar a uma nova geração entre os 100 alunos que se tornarão líderes até o final de 2012.